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Governo não apresenta contraproposta aos Professores e Consultor Jurídico aponta ineficiência administrativa

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A greve da rede municipal de ensino de Itabuna completa hoje, 03/10, exatos 30 dias, e a queda de braço entre a categoria de Professores e o Governo ainda perdura sem um desfecho otimista. Na manhã desta quarta, a Diretoria do Sindicato do Magistério (SIMPI), juntamente com professores representantes da base, se reuniram com a Secretária de Educação, Profa. Nilmecy Gonçalves e seus assessores para mais uma rodada de negociação, todavia, o Governo não apresentou prazo para pagamento de salário dos profissionais em desvio de função, bem como manteve a proposta de reajuste salarial em 2,8%, parcelado em duas vezes.

De acordo com o Diretor Financeiro da SEC., Fábio Melo, qualquer reajuste salarial acima do que fora proposto, poderá ocasionar comprometimento das finanças para o ano de 2019. Por outro lado, o Consultor Jurídico do SIMPI, Dr. Tadeu Cincurá, que participou da negociação por videoconferência, foi enfático ao dizer que o impacto financeiro do reajuste proposto pela categoria de 6,81%, parcelado em três vezes, é plenamente suportável, mas que o Governo precisa enxugar a folha com gastos comissionados. “A postura desse governo revela acomodação e uma ineficiência administrativa. Infelizmente, nem o Secretário de Planejamento, nem o da Fazenda estão comprometidos em discutir as ideias, pois não se fazem presente nesta negociação para apresentar qualquer planejamento de redução de custos ou elevação de receitas”, afirma Cincurá.

De acordo com a Presidente do SIMPI, Profa. Carminha Oliveira a ausência de uma nova proposta do Governo dificulta os avanços nas negociações, uma vez que nenhum pedido da classe tem sido atendido. “Pedimos ao Governo a retirada de pauta do projeto estatutário e não fomos atendidos. Estamos com 157 professores em desvio de função com dois meses de atraso salarial e o reajuste que vocês apresentam está muito abaixo do percentual estipulado pelo Ministério da Educação. Está impossível negociar dessa forma”, afirma a líder sindical, que aproveitou a oportunidade para informar à Secretária de Educação que a classe solicita, também, que o calendário de reposição, assim que concluir a greve, seja unificado, pois as poucas escolas em funcionamento estão com quórum insuficiente de alunos. “Não iremos aceitar que a SEC permita escolas com três ou quatro calendários em seu curso”, complementa Carminha.

Na tarde de amanhã, 04/10, os professores deverão se reunir às 14h:30min, em assembleia convocada pelo SIMPI, para discutir a situação e definir os rumos do movimento paredista. “Este reajuste de 2,8% é inviável. O Governo precisa ser mais responsável com os professores e a comunidade escolar, por isso, demos um prazo, até esta quinta-feira, para que a gestão reveja esta proposta, pois se a situação permanecer como está, muito provavelmente, a categoria manterá o estado de greve".

Fonte: ASCOM SIMPI

 

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