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Professores em greve velam perdas de direitos, enquanto Governo oferece apenas 2,8% de reajuste salarial

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Após 18 dias de greve na rede municipal de ensino de Itabuna, finalmente, na manhã desta sexta, 21/09/18, a Secretária de Educação recebeu o Sindicato do Magistério – SIMPI para apresentar uma proposta às reivindicações da categoria de professores. Além da representação sindical e da própria Secretária Nilmecy Gonçalves, participaram da rodada de negociação representantes da procuradoria municipal, assessores do Governo, bem como da base de educadores.

Enquanto os professores realizavam um protesto, em forma de velório, na porta da prefeitura, a diretoria sindical discutia com a Secretária os rumos da greve do município. A titular da pasta da educação, Profa. Nilmecy Gonçalves enfatizou que em seus 88 dias de gestão têm tentado mediar alguns conflitos existentes na rede e que, após muito esforço, conseguiu intermediar com o Prefeito Fernando Gomes um reajuste salarial de 2,8%, parcelado em duas vezes, sendo 1,4% retroativo ao mês de abril e 1,4% a ser aplicado no salário de setembro. “Temos uma folha de 6 milhões de reais, enquanto recebemos apenas 5 milhões do FUNDEB. Esse reajuste é o máximo que podemos conceder”, afirma a Secretária.

A Presidente do SIMPI, Profa. Carminha Oliveira, disse que o sindicato defende o reajuste de 6,81%, conforme determinação do Ministério da Educação (MEC), mas que levará a proposta para assembleia. Além disso, relembrou à secretária que a greve não era apenas por reajuste salarial, mas também pelas arbitrariedades cometidas pela atual gestão, que retirou o direito à licença para pós-graduação, tem atrasado salários dos professores em desvio de função, como também pretende implantar um estatuto sem discussão com as categorias. “O Governo tem sido autocrático. Não tem promovido o diálogo com as representações sindicais. As decisões têm sido tomadas de forma arbitrária e só tomamos conhecimento das mudanças por meio da imprensa ou do diário oficial. Essa postura, com certeza, dificulta o diálogo e o avanço de nossas negociações”, afirma a líder sindical.

Na oportunidade, os professores em desvio de função questionaram qual a previsão para recebimento de seus salários referente ao mês de agosto, que estão atrasados. De acordo com o Diretor Financeiro da SEC. Fábio Melo, como o mesmo não possui controle sobre os recursos próprios destinados à Manutenção do Desenvolvimento do Ensino (MDE), não saberia informar qual a previsão para pagamento. “Vocês falam que o professor deve trabalhar com amor, mas não olham para nossa situação da mesma forma. Professores com salários atrasados, perdendo direitos, como o adicional de atividade de classe, e outros passando até necessidades por conta da falta de consideração desse Governo”, declara a Profa. Rosana Rodrigues.

Ao final da assentada, a Diretoria Sindical informou à categoria que a próxima assembleia ocorrerá na terça-feira, 25/09 às 9h, oportunidade em que os professores poderão deliberar sobre a aceitação ou não da proposta, bem como discutir novas deliberações acerca da greve. “Enviamos a proposta para ser analisada ao nosso consultor jurídico. Na terça realizaremos a assembleia e a categoria decidirá os rumos de nossa luta”, conclui Carminha Oliveira.

Fonte: ASCOM SIMPI

 

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